Saiba mais sobre a Intolerância à lactose

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

do Bebê Online



A intolerância à lactose é a incapacidade do organismo em digerir lactose, um açúcar existente no leite e nos seus derivados.

Este distúrbio intestinal, de acordo com a pediatra Mônica Pinto, resulta da falta de uma enzima, a lactase, que é responsável pela degradação da lactose no intestino delgado. Ao chegar ao cólon intacta, a lactose provoca gases, diarreia, dor abdominal e náuseas.

Apesar de ocorrer 'mais na idade adulta', segundo a National Digestive Diseases Information Clearinghouse, Os bebês prematuros são mais propensos a desenvolver esta patologia porque os seus níveis de lactase não aumentam até ao terceiro trimestre da gravidez.



Neste sentido, os pais devem estar atentos aos mais pequenos sinais de alarme e procurar ajuda médica sempre que existirem suspeitas de diarreia, cólicas, gases ou dor abdominal recorrente, refere Mônica Pinto, acrescentando ainda que no caso dos bebês pode verificar também o bumbunzinho “assado”, após a ingestão de leite.

Quais são as causas da intolerância à lactose na infância?

Mônica Pinto - Pode dever à falta congênita da enzima (lactase), o que é raro, ou a situações que causam lesão intestinal como uma gastroenterite aguda, uma diarreia crônica ou uma parasitose que, ao lesar a mucosa, resultam num défice transitório de lactase, secundário à lesão.

Que consequências, a curto e longo prazo, pode provocar no organismo?

Mônica Pinto - Pode causar dor abdominal recorrente, diarreia crônica ou fezes ácidas, causando feridas nas nádegas. Pode ainda fazer com que a criança recuse a ingestão de leite uma vez que provoca náuseas, dor e mal-estar e, consequentemente, reduzir o aporte de cálcio e provocar má progressão estaturo-ponderal.

Durante a infância, em que idade é mais frequente ocorrer a intolerância à lactose?

Mônica Pinto -
No primeiro ano de vida, pode manifestar devido a causas congênitas ou após diarreia a rotavírus, uma vez que a mucosa é mais imatura e pode demorar mais a recuperar da lesão. Além disto, é frequente na criança mais velha e no adolescente uma vez que surge de forma insidiosa à medida que vai diminuindo a capacidade de degradação da lactose.

Que crianças são mais propensas a sofrer de intolerância à lactose?

Mônica Pinto -
As crianças com patologia intestinal ou filhas de pais com intolerância à lactose.

Uma criança com intolerância à lactose será, necessariamente, um adulto com este problema?

Mônica Pinto -
Não necessariamente, porque já vimos que pode ser transitório mas, em muitos casos em que não há um desencadeante, pode persistir na vida adulta.

Uma vez detectada a intolerância à lactose, que cuidados devem os pais ter?

Mônica Pinto -
Pode ser necessário recorrer a dieta usando produtos que não tenham lactose mas tendo o cuidado de manter um bom aporte nutricional e de cálcio. Os alimentos ricos em lactose podem ser mal tolerados, como o leite, queijos frescos, sorvetes de leite, etc. Na realidade a dieta é definida pelos sintomas que evocam os alimentos. O iogurte e queijos curados têm menos quantidade de lactose e se tolerados (se não derem sintomas) pode ser ingeridos. Já existem no mercado produtos específicos sem lactose.

Posição na hora de dormir

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vandervan Burgos



Durante muito tempo recomendou que os latentes, particularmente entre o nascimento e os 4 meses de idade, deveriam dormir de barriga para baixo, pensando que seria a melhor maneira de evitar a aspiração (entrada de alimentos na traqueia) em caso de vômito.

Sabe agora que deitado de costas é uma posição segura, principalmente porque está relacionada com o síndroma da morte súbita, responsável por mais mortes, nos Estados Unidos, do que qualquer outra causa, durante o 1º ano de vida.

Por isso a AAP (Academia Americana de Pediatria) recomenda que os bebês saudáveis sejam deitados de costas para dormir.

A explicação correta da morte súbita não se sabe, mas pode estar relacionada, no bebê deitado sobre o seu estômago, com uma menor oxigenação ou uma menor eliminação de dióxido de carbono, o bebê nesta posição, vai respirar o mesmo ar contido numa pequena bolsa da cama, formada à volta do nariz.

Embora a posição de dormir não seja a única justificação para o sindroma da morte súbita, parece no entanto estar fortemente relacionada com ele, o que justifica a recomendação. Há, no entanto, algumas excepções.

A recomendação de deitar o bebê de costas aplica a todos os latentes saudáveis, durante o 1º ano de vida, sendo particularmente importante nos primeiros 6 meses, quando a incidência do sindrome da morte súbita é maior. Também se pode deitar o bebê de lado, alternando um lado com o outro.

Desde 1992, altura em que AAP começou a recomendar esta posição para dormir, a incidência anual do sindrome da morte súbita, diminuiu mais de 50 %.

É também muito importante evitar colocar almofadas, cobertores, mantas ou mesmo brinquedos de tecidos moles, pois podem bloquear a entrada de ar, se encostarem à face do bebé.

Deve evitar colocar o bebê em colchões de borracha ou muito moles, ou sofás.

Uma cama segura para um bebê deverá ter um colchão firme, coberto por um lençol.

Brinquedos moles ou peludos devem ser evitados.

A temperatura do quarto deve ser confortável, não colocando o bebê perto da saída de ar quente ou janelas abertas.

Usar uma só peça de roupa para cobrir o bebê, que deve ser dobrada por baixo do colchão e não ultrapassar o peito, para evitar o risco de cobrir a face.

Cuidado com as Praias

Vandervan Burgos



Levar os filhos à praia implica uma logística muito grande para os pais: são as toalhas, os baldes, as pás, a bola, os brinquedos, os chapéus, os protetores, a comida, as bebidas, o chapéu de sol e/ou as práticas tendas de montar em 30 segundos e desmontar em 30 minutos. Quem não tem filhos fica impressionado com a quantidade de material que os felizes pais carregam ao longo do areal até à área escolhida que, repentinamente, se transforma num local de combate com o descarregar de toda a logística!

Mas os cansados pais ainda agora começaram: assim que “assentam arraiais”, começam as preocupações com a segurança: o Sol, as correntes fortes. É complicado ficar completamente descontraída na praia quando leva o seu filho consigo mas aqui vão alguns conselhos para aumentar a segurança desses passeios que fazem as delícias dos mais pequenos.

E Quando o sol não é Amigo

É um aviso recorrente mas nem por isso menos importante. Os cuidados na exposição ao Sol continuam sendo muitas vezes ignorados, resultando em graves complicações de saúde para si e para o seu filho. As crianças podem sofrer um golpe de calor em pouco tempo, devido à exposição da nuca ao calor intenso, o que interfere com o mecanismo de regulação da temperatura do cérebro. A situação é perigosa. A temperatura do corpo do seu filho pode subir até aos 40ºc, e em casos mais graves, pode ficar inconsciente e parar de respirar. De modo a baixar a temperatura do corpo, é preciso afastá-lo do Sol e molhá-lo com água tépida ou refrescá-lo.

A temível desidratação

Relacionada com as altas temperaturas, a desidratação é outro fator de risco que afeta particularmente as crianças. Uma vez que transpiram mais do que os adultos no tempo quente, é importante que dê várias vezes água ao seu filho ao longo do dia, mesmo que ele não peça. Frutas, água, ajudam a repor os líquidos perdidos. Reduza também a exposição ao Sol: não esforce o organismo a tentar manter hidratado enquanto “torra” ao Sol!

Os saltos para a água

Famosos entre os mais novos, os saltos olímpicos para a água, além de vistosos, são também perigosos. Acarretam acidentes de diferentes graus, indo desde os pequenos ferimentos ou fracturas, até às lesões nas vértebras cervicais, que deixam marcas irreversíveis para toda a vida. Podem dar em qualquer local: não pense que é só em rios ou quando são feitos de plataformas altas. Nas praias também acontecem: basta o nível da água baixar sem darmos conta, ou embatermos num obstáculo com que não estávamos contando. Evite este tipo de manifestação de alegria por parte dos seus filhos: é um risco desnecessário e que pode custar muito caro.

Hipotermia

A hipotermia acontece quando a temperatura corporal é inferior a 35ºC. Se for profunda, a temperatura pode chegar aos 29ºC, podendo ser fatal. A criança arrefece por estar muito tempo brincando na água fria ou por estar exposta a um tempo frio e ventoso. O corpo treme e a pele fica fria, podendo ganhar um tom azulado. É preciso vestir a criança com roupa seca e embrulhá-la em cobertores, mantendo-a quente junto a você. Pode oferecer bebidas mornas, mas não quentes. Não hesite em chamar um médico nesta situação.

O Choro é que chama a atenção

Daniela Silva



O nascimento provoca algumas reações ao recém-nascido. O bebê pode chorar durante alguns minutos depois do parto, dar um grito assustador e depois acalmar, apesar de nem todos os bebês chorarem quando nascem. As mamães, ou papais de plantão terá que saber aprender os tipos de choro para existir uma comunicação com seu bebê.

Será que tem fome? Está com a fralda suja? Os dentes começam a romper? Está com calor ou frio? Muitas são as explicações para o ato de chorar. Afinal, é a única forma que o bebê tem de comunicar com os seus pais… É ainda a melhor maneira que encontra para chamar à atenção. Os hábitos de choro variam de bebê para bebê. Há que aprender a lidar com as características do seu filho.

Verifique se o bebê precisa de mudar a fralda, se já está na hora de voltar a comer, se está com pouca ou muita roupa… Se ainda assim, o bebê continuar a chorar sem parar, aparentemente sem nenhuma razão especial, recorra a algumas estratégias para que ele se acalme.

Com o tempo, os pais começam a perceber porque é que o bebê está chorando e vão adquirindo formas de atuação para o acalmar. A regra essencial é não perder a paciência, mesmo que o bebê decida chorar toda a noite. Mesmo sendo muito irritante, tente manter a calma e não passe a sua ansiedade para o bebê.

Causas mais comuns do choro

Fome – É um dos tipos de choro mais fáceis de identificar pela mamãe que já sabe a que horas tem de dar de comer ao bebê. Ele tem os seus horários alimentares muito bem definidos e irá chorar se estiver com fome. Basta a mãe dar de mamar para que ele pare de chorar imediatamente.

Fralda suja – A urina e as fezes são muito incômodas para o bebê. Como causam algum desconforto, constituem uma das principais causas do seu choro.

Assaduras – Uma fralda apertada ou molhada pode causar assaduras que incomodam o bebê e facilitam o choro.

Sono – Quando o bebê tem muito sono e não consegue adormecer, começa a chorar persistentemente. Da mesma forma, alguns bebês acordam chorando, como que a avisar os pais que já não se encontram a dormir, apelando à sua companhia.

Sentir sozinho – O bebê gosta de se sentir acompanhado. Se está habituado a rodear de familiares e amigos, pode chamar à atenção quando o deixam sozinho por momentos.

Pouco acesso aos brinquedos – Quando os brinquedos favoritos estão longe e o bebê não os consegue alcançar, pode chorar para “pedir” a alguém que os dê.

Frio ou calor – Por vezes, as mães vestem muita roupa ao bebê, sobretudo quando saem. Têm receio que o bebê passe algum frio. No entanto, podem estar a ser excessivas e o bebê sentir calor. Os bebês ficam confortáveis com roupas quentinhas ou frescas, consoante a época do ano, mas sem exagero.

Escuro – Alguns bebês não gostam de se sentir no escuro. É sempre preferível que tenha uma luz acesa. Pode ser fraca ou uma simples luz de presença que o fará sentir mais calmo.

Infecções – O bebê pode estar desenvolvendo uma infecção que provoca febre e outros incômodos. O choro é normal e pode alertá-la para a necessidade de visitar o pediatra, para que seja dado o tratamento adequado.

Obstipação – Quando o bebê tenta fazer cocô e não consegue, pode estar sofrendo de obstipação. As fezes duras provocam ataques de choro porque causam dor.

Simples birra – Quando todas as causas parecem estar descartadas e o bebê já começa a perceber como é que consegue o colo dos pais ou a satisfação das suas vontades, pode chorar para chamar à atenção e para conseguir aquilo que pretende.

O que fazer perante o choro incessante do bebê?
- Pegue no bebê ao colo – Aconchegue o bebê a você, caminhe com ele, balance ou dance com suavidade. Pode também cantar uma música, o que muitas vezes acalma o bebê e termina com o seu choro.

- Movimento – Se levar o bebê a passear de automóvel ou mesmo no seu carrinho de bebê, ele irá sentir balançar suavemente. Esta é uma forma do bebê se distrair do seu choro e de se sentir mais confortável.

- Barulhos que acalmam – À partida, poderá parecer estranho mas a música, um brinquedo musical, o som de máquinas ou do aspirador podem acalmar o bebê.

- Banho – Normalmente, o bebê fica mais tranquilo depois de um banho tépido.

- Massagem – Uma massagem é indicada para qualquer bebê. Existem vários tipos e diversas formas para a fazer. Pode experimentar deitar o bebê sobre os seus joelhos e massajar suavemente o bebê. Não esqueça que deve sempre aquecer as mãos e colocar e umas gotas de óleo antes de começar a massagem.

Se ainda assim, o bebê não parar de chorar, talvez seja conveniente consultar o seu médico pediatra. O choro persistente pode estar na origem de múltiplas causas que devem ser avaliadas.

Alerta: Os Virus preferem o frio

Daniela Silva

O final do Outono, o Inverno e o início da Primavera são os períodos, por excelência, mais pródigos nas manifestações de doenças virais. As infecções virais mais frequentes são as dos pulmões e das vias respiratórias. Destas destacam as gripes, as faringites, as laringites, as traqueítes, as bronquiolites e as bronquites.

Quando a temperatura é baixa e a radiação ultravioleta é nula ou muito baixa os vírus sobrevivem mais tempo e podem mais facilmente ser transmitidos de um pessoa infectada para uma pessoa saudável. Muito embora possam surgir doenças deste foro no Verão, aparecem como focos isolados.



Batalha contra os vírus

A prevenção é a primeira arma. Os locais fechados são locais de pouca circulação de ar, geralmente aquecidos artificialmente. Nestes casos, locais como centros comerciais, cinemas, teatros, centros de exposições, etc, devem evitar.

Outros locais, de frequência obrigatória, como salas de aula, empresas, hospitais ou meios de transporte público devem se arejar periodicamente, mesmo que esteja frio.

As crianças pequenas, cujo sistema imunitário é mais frágil, dado que ainda não adquiriram resistências - anticorpos - são as mais vulneráveis. Assim, devemos, nesta primeira batalha, evitar, prevenindo – não a exponha a ambientes fechados e com muita gente.

As armas ineficazes

Existem ainda muitas pessoas que pensam que as gripes se combatem com um antibiótico e, aos primeiros sintomas, resolvem automedicar com um antibiótico prescrito numa anterior situação. Nunca é demais dizer que os antibióticos são armas ineficazes contra os vírus. Os antibióticos podem eliminar as bactérias ou inibir a sua proliferação.

Quando se tenta eliminar um vírus com um antibiótico é o mesmo que tentar matar uma formiga com um tiro de caçadeira. Os vírus têm uma estrutura diminuta, visto não possuírem qualquer estrutura celular para que os antibióticos os afectem.

Os vírus combatem com a prevenção e a vacinação e unicamente os sintomas - tosse, dificuldade respiratória, dores musculares... - se podem combater com a medicação.

As infecções virais

As infecções virais nas crianças são em geral pouco graves e muitas delas não necessitam tratamento, curando por si só. As mais comuns do foro respiratório (porque existem outras, como por exemplo do foro gástrico), são as infecções provocadas pelo vírus sincicial respiratório, que é a causa mais frequente de infecções como a bronquiolite e a pneumonia, em bebês e crianças pequenas.

A bronquiolite afeta geralmente as crianças no primeiro ano de vida, sendo mais comum nos primeiros seis meses. Pode surgir depois de uma constipação e os sintomas, febre, dificuldade respiratória, frequência cardíaca acelerada, tosse, são os mais comuns. A maior parte das crianças recupera em casa sem necessidade de internamento. Dado que a criança pode ter vômitos repetidos é necessária muita atenção para que não se desidrate. Esta infecção pode debelar normalmente num período de 3 a 5 dias.

A pneumonia viral pode ser também provocada por outros vírus como o adenovírus, o vírus parainfluenza e o vírus da gripe.

A faringite pode surgir após ou em simultâneo com uma constipação comum. Para além da dor de garganta e dificuldade em engolir, não apresenta geralmente pus na garganta (ao contrário das faringites provocadas por bactérias), e quando a criança apresenta febre, é ligeira. Caracteriza também por não apresentar os gânglios linfáticos muito aumentados. O tratamento é geralmente para aliviar as dores de garganta e a febre.

As amigdalites de origem viral têm um comportamento muito semelhante ao das faringites, no entanto, para além da dificuldade em engolir as crianças podem apresentar dores de ouvidos, dores da cabeça e vômitos. O tratamento passa igualmente por um analgésico/antipirético.

As sequelas

Depois de uma infecção viral é natural que a criança se encontre debilitada e possa perder peso. Como tem as defesas baixas há que ter cuidados especiais para que não tenha outra infecção. Assim, os pais devem prevenir os contágios e oferecer uma alimentação rica em vitaminas. É normal que a criança perca o apetite, que irá recuperar após a convalescença. Durante os meses de Inverno é natural que a criança possa ter várias infecções virais.

O primeiro banho do Bebê

colaboração para o Bebê Online

Acompanhe passo a passo como dar o primeiro banho no Bebê.





Agradecimentos:
Maternidade Santa Joana

O Leite da mãe é o suficiente?

Jussara Corrêa

Os mamíferos como classe de animais, caracterizam pela presença de glândulas mamárias nas fêmeas, que produzem leite para alimentação dos filhotes, ou de suas crias.

Assim é a mulher, como pertencente à classe dos mamíferos, está fisiologicamente preparada para alimentar os seus filhotes através da produção de leite, sem que as suas crias tenham necessidade de qualquer outro alimento até pelo menos aos 6 meses de vida, isto mesmo que existam dois filhotes (gêmeos), na media em que se possuímos duas glândulas mamárias somos capazes de alimentar duas crias.

A mulher, em termos fisiológicos em nada difere das suas congéneres na natureza, como a macaca, a leoa ou a gatinha…todas elas produzem leite suficiente para o número de crias que têm, e o problema apenas se coloca quando por um mero acaso da natureza têm um número de crias superior ao número de glândulas mamárias, por exemplo no caso da mulher o problema poderia surgir quando existem trigêmeos.

Embora constatemos que na Mãe Natureza tudo funciona corretamente, ou seja, as fêmeas alimentam os seus filhos até que eles tenham capacidade para digerir ouros alimentos, o mesmo não acontece com o Ser Humano. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a amamentação exclusiva até aos 6 meses e complementar até aos 2 anos ou mais.

A maioria das mães deseja amamentar o seu bebê e efetivamente inicia esta prática (mais de 90% das mulheres iniciam a amamentação), no entanto, apenas 34% ainda amamenta aos 6 meses e ao ano de vida da criança apenas 16% (dados de 2003).

Vários estudos internacionais mostram que 50% das crianças deixam de ser amamentadas no 1º ou 2º mês de vida; assim podemos certamente concluir que o retorno da mulher ao trabalho não será o fator que mais condiciona a prevalência do aleitamento materno.

Segundo a OMS / UNICEF, um dos mais importantes motivos para o desmame precoce é uma falta de informação generalizada do conhecimento da fisiologia da lactação e que a maioria das mães não sabe, efetivamente, que pode amamentar e produzir leite suficiente para alimentar o seu filho. São inúmeros os benefícios da amamentação para a mulher, para saúde imediata e futura de cada criança, família e até mesmo para a sociedade e meio ambiente.

Aos profissionais de saúde cabe informar e apoiar o aleitamento materno.

Fisiologicamente, a mulher está preparada para amamentar e o bebê está preparado para mamar, não existem leites fracos nem produção inferior às necessidades do bebê, desde que o bebê seja amamentado em horário livre – sempre que quiser, durante quanto tempo quiser.

Claro que podem surgir dificuldades físicas inerentes à mãe ou ao bebé que dificultem o aleitamento, como dificuldades na execução da técnica de amamentação (e consequentemente má pega), bebê doente ou sonolento (por exemplo por efeitos de medicamentos analgésicos administrados à mãe durante o trabalho de parto) ou outras, cabe aos profissionais de saúde ajudar e apoiar, reforçando que não está em causa a qualidade do leite, apenas são necessários alguns ajustes e persistência.

O bebê pode mamar 12 vezes ou mais em 24 horas, o que dá em média intervalos de 2 horas, no entanto, se o bebê faz alguns intervalos de 3 horas ou mais, é provável que outros sejam inferiores a 2 horas, o que é normal e saudável. Também, no que diz respeito à duração da mamada, o bebê tanto pode mamar 3 ou 4 minutos como mamar 1 hora ou mais, todas as mamadas vão diferir entre elas.

Todos nós temos dias em que temos mais forme e efetivamente ingerimos maior quantidade de alimentos, assim, é normal que o bebê tenha dias em que vai querer mamar quase de hora em hora e no dia seguinte provavelmente está 4 horas ou mais sem mamar. As suas necessidades vão refletir o seu ritmo de crescimento, e portanto, estes dias de “fome” durante o primeiro mês de vida serão mais frequentes (aos 2/3 dias, 8 dias, 15 dias e 1 mês) e depois será provável que mensalmente até aos 6 meses e aos 9 e 12 meses se voltem a repetir.

Estas etapas são nada mais, nada menos, que as alturas em normalmente a mãe decide “experimentar” um leite artificial porque acha que o seu bebê tem fome. O que a mãe sente não deixa de ser verdade, efetivamente o bebê nesses dias parece esfomeado, no entanto a solução, caso a mãe pretenda continuar a amamentar, não é introduzir um leite artificial, mas sim alimentar o bebê quantas vezes for necessário e rapidamente tudo voltará seu ritmo normal. As glândulas mamárias, estão preparadas para produzir leite por ação hormonal despoletada pela estimulação quando o bebê suga, por isso, a mama produzirá tanto mais leite quanto mais o bebê sugar.

A mama não é um reservatório, tipo biberão, que se enche e esvazia, é uma glândula em constante produção enquanto o bebê mama. Portanto, não existe justificação fisiológica para que a mãe deixe de ter leite, o mais comum é que primeiro a mãe decide ou é induzida a introduzir um leite artificial, e assim cada dia que passa vai dando menos vezes e menos tempo a mama ao bebé, até que normalmente, 2 a 3 semanas após a introdução do novo leite a mãe deixa definitivamente de amamentar, referindo posteriormente que o motivo pelo qual deixou de amamentar foi a não produção do leite.

Assim, toda a mulher que pretenda amamentar o seu bebê deve procurar toda a informação necessária sobre a amamentação durante a gravidez, e após o nascimento, caso surjam dúvidas procurar aconselhamento profissional antes de tomar a decisão de introduzir um leite artificial.